gestão industrial

Política de Estoques
Se bem estruturada, pode evitar inúmeros problemas, reduzir custos e melhorar o atendimento ao Cliente.

A POLÍTICA DE ESTOQUES, eu reputo como um dos temas mais estratégicos em uma Organização, muitas vezes negligenciado, esquecido ou menosprezado. É o elo perdido entre Vendas e Fábrica. Uma boa Política de Estoques numa indústria deverá envolver o produto acabado, a matéria-prima, e o estoque em fornecedor.

 

Dilema

 


O ESTOQUE DE PRODUTO ACABADO: Pode ser definido para uma operação make to order (produção contra pedido), ou make to stock (produção para estoque).

No caso de produção contra pedido (make to order), o produto é produzido à partir do recebimento do pedido, nesse caso, consulte a página Planejamento de Demanda para conhecer o processo S&Op e ter uma visão de como realizar um  bom planejamento de materiais baseado nessa situação.

No caso de produção para estoque (make to stock), o que se deve determinar, como parâmetros-chave, é o estoque máximo, e o estoque mínimo, que são parâmetros fundamentais para o planejamento de materiais. Vamos abordar aqui a estruturação do estoque baseado na análise histórica de consumo.

Obviamente, poderão ocorrer situações nas Organizações, em que se precise de um mix entre o processo S&Op e o cálculo dos estoques baseado no histórico de consumo.

Cálculo dos Estoques de Produto Acabado: O estoque máximo deverá incluir também o estoque de segurança. Existem várias maneiras para se calcular o estoque, uma delas é considerar os dados de um período significativo, por exemplo os do último ano. Se a sequência de dados representar uma curva normal (e na maioria dos casos o consumo de um produto o representa), faremos o calculo da média e do desvio padrão da sequência de dados.

O estoque máximo será igual a média mais o estoque de segurança. O estoque de segurança, por sua vez, será um X número de desvios padrão. Baseado na Estatística Z, achamos o número X de vezes a considerar o desvio-padrão, para um determinado nível teórico e estatístico de atendimento. Veja a tabela abaixo:

Emáx = Média do Estoque+ Eseg

Eseg = X*desvio-padrão

Emáx = Média do Estoque + (X*desvio-padrão)

Nível de Atendimento Valor de X
80% 0,84
85% 1,04
90% 1,28
91% 1,34
92% 1,41
93% 1,48
94% 1,56
95% 1,65
96% 1,76
97% 1,89
98% 2,05
99% 2,32

Quanto ao estoque mínimo, este deverá ser atribuído, baseado, entre outras coisas, no tempo de ressuprimento (lead times de produção),nos tamanhos de lotes de produção, e na quantidade de linhas de atendimento (portfolio), a fim de que o estoque máximo possa ser recomposto sem comprometer o atendimento.

 



 

OS ESTOQUES DE MATÉRIA-PRIMA: devem ser definidos analisando-se matéria-prima nacional e importada, e para cada caso, os itens A, os B, e os C. Nesse caso, a localização do fornecedor, a qualidade do material, e a confiabilidade na entrega do fornecedor é crucial para a parametrização dos estoques. Com base nisso, uma enorme gama de possibilidade aparece. Veja abaixo, apenas como mero exemplo, alguns números:

Matéria-Prima Nacional
estoque mínimo
(dias)
estoque máximo
(dias)
Itens A 10 20
Itens B 30 45
Itens C 60 90
Matéria-Prima Importada
estoque mínimo
(dias)
estoque máximo
(dias)
Itens A 30 45
Itens B 60 90
Itens C 90 120

 


 

OS ESTOQUES EM FORNECEDOR são vasto material de discussão. Há que se ter em conta qual o protocolo queremos (ou podemos) acordar com o fornecedor. Ou seja, se queremos que ele trabalhe com forecast e variação de demanda, ou apenas com pedidos firmes; se ele vai trabalhar com estoques de segurança de produto acabado, e qual seu nível de estoque de segurança de matéria-prima; se a matéria-prima dele é commodity ou não e qual o regime de reajuste de preço; etc.

 

 


 

 

 

 


 

 

 

copyright©2009-2012 GestaoIndustrial.com e seus licenciantes
Verifique aviso de copyright na homepage

tumblr visitor